Menu Fechar

61. Auto dos Físicos [2014]

texto de Gil Vicente
encenação António Augusto Barros
elenco Filipe Eusébio, Igor Lebreaud, Maria João Robalo, Miguel Magalhães e Sofia Lobo
elemento cénico João Mendes Ribeiro
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção
luz Rui Valente
som Zé Diogo
apoio vocal Sofia Portugal
vídeo Eduardo Pinto
produção A Escola da Noite

estreia Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra, a 25 de Setembro de 2014

Quem nam é senhor de si por que o será de ninguém? Sede vós senhor de vós em fazer o que deveis entam é bem que mandeis.

Moço, Auto dos Físicos

Escrito e representado pela primeira vez entre 1519 e 1524, o “Auto dos Físicos’ encerra o Iivro das farsas na “Copilaçam” de 1562 mas viria a ser excluído, pela censura da Inquisição, na edição de 1586. Acredita-se, pelo tom chocarreiro e pelo burlesco que o caracterizam, que foi representado em época de Carnaval. Um padre “morre’” de um amor não correspondido e quatro médicos (os “físicos”) visitam-no à vez, sugerindo estapafúrdios remédios. Brásia Dias, a comadre que primeiro o tenta ajudar, um moço transformado em (fraco) alcoviteiro e um padre confessor que compreende “bem demais” o sofrimento do seu colega completam o leque de personagens desta farsa, rematada por uma”ensalada”vicentina, com referências a outras peças do autor e a elementos do cancioneiro tradicional.

in folheto de apoio ao espectáculo, Setembro 2014