de Georg Büchner
tradução Renato Correia
encenação Konrad Zschiedrich
elenco António Jorge, Cândido Ferreira, Carlos Sousa, João Brás, José Vaz Simão, Rosário Romão, Sílvia Brito e Sofia Lobo
figuração Domingos Moreira, Lígia Roque, Miguel Amado e Vasco Azevedo
cenografia João Mendes Ribeiro
figurinos Manus Hüller
desenho de luz Vítor Correia e Konrad Zschiedrich
versão para o espectáculo António Augusto Barros, José Vaz Simão, Konrad Zschiedrich e Sofia Lobo
assistência de encenação Sofia Lobo
estreia Theatro Circo, Braga, em 22 de Novembro de 1994
Leôncio e Lena (sinopse)
Na corte do reino de Pupu acabam de tomar-se duas decisões importantes: o Rei Pedro decidiu pensar, o príncipe Leôncio, esmagado pelo tédio e atormentado com o vazio em si, decidiu ir para Itália, acompanhado de um vagabundo vibrante e materialista — Valério. Entretanto, no reino de Pipi, a princesa Lena, ao saber-se noiva de um homem que não conhece (Leôncio), foge do palácio do pai com a sua preceptora. Inevitavelmente, as duas fugas reais acabam por se cruzar. Sentimentos nunca antes experimentados, próprios de almas gémeas, nascem entre os dois. Valério arquitecta um plano para legitimar a união. Sem o saberem, Leôncio e Lena são conduzidos ao palácio do Rei Pedro de Pupu disfarçados de autómatos. No final todos se reconhecem e a história volta ao princípio. E Valério? Torna-se Ministro de Estado. O problema de Leôncio chama-se Tédio. O problema de Lena chama-se Dever. O problema do Rei Pedro chama-se O Meu Sistema e Eu. O problema do Preceptor é Leôncio. O problema do Presidente do Conselho de Estado é o Rei. O problema da Preceptora de Lena é Lena. O problema da cortesã Rosetta é O Amor. O problema dos polícias é alguém. O problema de Valério é sobreviver. O problema da peça é a linguagem. É bela. É complicada. É simples. É romântica. É cruel. É filosófica. É divertida. É muito divertida.
in programa do espectáculo, Novembro 1994
