
a partir de “Amado Monstruo” de Javier Tomeo
adaptação teatral de J. J. Préau, Jacques Nichet e Joëlle Gras
tradução José Bento
encenação António Jorge e José Neves
elenco António Jorge, José Neves (posteriormente José Abreu Fonseca)
cenografia João Mendes Ribeiro
desenho de luz Jorge Ribeiro
sonoplastia José Balsinha
estreia Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, a 19 de Março de 1992
A montagem de “Amado Monstro”, de Javier Tomeo, autor espanhol contemporâneo, reveste-se de um alto significado para o grupo. É a montagem que apresenta a companhia, que se quer residente e ancorada em Coimbra, ao público e à crítica que a vão seguir na caminhada cujo primeiro passo está dado.
“Amado Monstro” é ainda um dos trabalhos que (ao lado de outros) está na origem do aparecimento do próprio grupo — quando ninguém falava ainda na Capital do Teatro, que em boa hora permitiu a aceleração de tudo.
Marcante para esta companhia — que quer dar resposta a aspirações e necessidades culturais da cidade para que foi pensada — é que este seu primeiro trabalho vem dar corpo, permitindo que dois actores encenem, a um risco e um princípio primordial do projecto: o da rotatividade no exercício de funções artísticas fundamentais.
in programa do espectáculo, Março 1992



