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70. A mulher como campo de batalha [2020]

texto Matéi Visniec
encenação e espaço cénico Sofia Lobo
elenco Ana Teresa Santos e Paula Garcia
tradução Ana Teresa Santos e Sofia Lobo
figurinos e adereços Ana Rosa Assunção
desenho de luz Danilo Pinto
sonoplastia Zé Diogo
fotografia e vídeo Eduardo Pinto

estreia Teatro da Cerca de São Bernardo, Coimbra, a 29 de Outubro de 2020

Com o título alternativo, proposto pelo próprio autor, de “Do sexo da mulher como campo de batalha na guerra da Bósnia”, a peça foi escrita em 1996 e constitui um pujante retrato da guerra e da forma particular como as mulheres são vítimas directas e indirectas da barbárie, nesta e em outras guerras.

Dorra, vítima de violação durante a guerra da Bósnia, conhece Kate, psicanalista norte-americana, já fora do território em que as atrocidades foram cometidas. A relação que se estabelece entre as duas personagens e as memórias de cada uma convocam-nos para uma reflexão sobre os nacionalismos, a xenofobia, a violência extrema e “os clichês, os lugares-comuns e as maldades” que demasiadas vezes marcam a relação dos indivíduos com “o outro”.

Encenada por Sofia Lobo, “A mulher como campo de batalha” é a 70.ª criação d’A Escola da Noite.